ALUNOS DO IPEM CONCLUEM TRABALHO INTERDISCIPLINAR COM EXPOSIÇÃO DE MUSEU VIVO

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Imagine reunidos no mesmo espaço Peter Lund, Juscelino Kubistchek, Itamar franco, Carlos Drumond de Andrade, Adélia Prado, Marília de Dirceu , um índio brasileiro e até Hipólita Jacinta, uma das únicas mulheres a participar da Inconfidência. Pois é. O que parecia totalmente improvável aconteceu nas salas de aula do Instituto Padre Machado dentro do Projeto Museu Vivo.

Divididos em grupos, os alunos fizeram bonito para falar de assuntos dos mais diversos que vão do surgimento do homem nas Américas às artes modernas brasileiras. Os trabalhos fazem parte um grande projeto Interdisciplinar encampado por um núcleo de Ciências Humanas formado pelos  professores Natália Cúcio, de Filosofia e Sociologia, Viviane Moreira, de Geografia, Joab Cruz e Rosemeire Mitre, de História , Bernardo Mesquita de Formação Humana e Cristã. São três dias de apresentação que envolve todos os alunos, com exceção do primeiro ao quarto anos do Ensino Fundamental 1.  Neste primeiro dia, foi a vez dos sexto, sétimo e oitavos anos mostrarem o que aprenderam.

Na porta da sala do sexto ano, duas alunas esperavam e após, cumprimentar os que iriam entrar e dizer o que encontraríamos naquela sala de aula, a dupla nos conduzia a um guia que nos levava a cada estande. Mas, uma surpresa num dos estandes chamava a atenção. Um dos trabalhos era apresentado pelo próprio Peter Lund. Henrique de Castro, 14 anos, foi o aluno que representou o arqueólogo dinamarquês, Peter Lund. “Fiquei nervoso, mas, correu tudo bem e as pessoas parecem que gostaram”, disse.

Mais a frente, Niede Guidon, importante arqueóloga brasileira, falava de sua vida e suas descobertas em sítios arqueológicos brasileiros que confirmariam a tese de que a ocupação do homem no continente americano foi a mais tempo do que se supunha_ entre 35 mil anos  e 48 mil anos aC e não 15 mil anos.

Ao final, éramos convidados a explorar com uma lanterna oferecida pelos alunos, uma caverna construída dentro da sala de aula, onde se poderia encontrar pinturas rupestres e fósseis humanos e de animais.

Quem visitou a sala do sétimo ano, ao entrar, se deparou um indiozinho que ensinava sobre a lenda do guaraná. Mais a adiante, alunos explicavam lendas e mitos indígenas sobre a criação do mundo. O artesanato indígena e armas de guerra como flechas, zarabatanas e tacapes;  e até ervas medicinais, como picão, boldo e a erva doce foram mostrados como exemplos da influência indígena na cultura brasileira.

No oitavo ano A, a Inconfidência Mineira e os presidentes das gerais dominaram a sala de aula. A primeira a se apresentar foi Marília de Dirceu. Ao seu lado Hipólita Jacinta, uma das poucas mulheres inconfidentes, contou um pouco de sua biografia naqueles conturbados anos de luta por liberdade. O trabalho de exploração nas minas e o caminho da Estrada real e as cidades que fazem parte do trajeto também foram apresentados.

Na sala do oitavo ano B, as artes pediram passagem. Música mineira de qualidade com o Clube da Esquina, Sepultura e Skank estavam ao lado de tecnologias que, ao longo do tempo, foram mudando a forma como consumimos música nos dias atuais: fitas cassete, Disc man’s, MP3. Teve também exposição sobre  o Barroco e seus artistas mais representativos e, por fim,  uma conversa com os poetas Carlos Drumond Andrade e Adélia Prado, que tiveram suas poesias mais importantes expostas na sala de aula.

Os pais puderam visitar os trabalhos. Silvane Bíscaro, a mãe do aluno Henrique Bíscaro, o Peter Lund, gostou da oportunidade de poder ir ver o trabalho dos outros alunos e do próprio filho. “Para nós mães é muito importante ver o resultado de um trabalho que acompanhamos nossos filhos fazendo dentro de casa”, destacou a mãe de Henrique.

Alissany Regis veio com o marido, Gilberto Alves Vieira. Eles são pais da aluna Maria Clara Regis Vieira do oitavo ano B. Para o casal, a experiência valeu a pena. “Para nós foi muito interessante poder vivenciar esse trabalho, até mesmo para ver como nossos filhos estão”, comemorou a pedagoga, mãe de Maria Clara.

Irmão Lima, diretor do Instituto Padre Machado, visitou os trabalhos acompanhado do Coordenador Pedagógico, Samuel Vilaça. Para Vilaça, o trabalho é o coroamento de um esforço conjunto que se iniciou em janeiro. “Foi um trabalho duro feito pelos professores a quem gostaria de parabenizar. Gostei muito das apresentações e acredito que esse aprendizado que os alunos estão tendo ficará para a vida”, concluiu.

Amanhã, dia 19, é dia dos alunos dos nonos e primeiros anos se apresentarem para toda a comunidade escolar. Se você não pude comparecer, poderá acompanhar a cobertura completa por aqui, amanhã mesmo.

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