Tecnologia, uma parceira no ofício de educador

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Professora de literatura e redação há 24 anos, Ciléa Tavares França, de 62, não teve dúvidas quando precisou escolher entre o embate constante com os alunos e a boa relação com os pupilos em sala de aula. Aliou-se à tecnologia, sem se arrepender um dia letivo sequer.

Para incrementar o tradicional kit papel, caneta e lousa, a educadora incorporou instrumentos até então rejeitados na rotina escolar, e, de quebra, facilitou o dia a dia e a arte de lecionar. Hoje, ao entrar em classe, não hesita em ligar o tablet e acionar, sempre que necessário, o próprio smartphone. Aos alunos, é claro, é mantido o privilégio da tecnologia ao alcance das mãos.

“O papel do professor continua sendo o mesmo. O que mudou, em comparação com 25 anos atrás, é a forma como a intervenção é feita. O desafio agora é despertar nos alunos uma maior percepção em relação à linguagem e ao formato da aula convencional”, explicou Ciléia, que contou, orgulhosa: “Consegui transformar o celular de simples instrumento de entretenimento num objeto em prol da aprendizagem”.

Com uma carreira consolidada à frente das turmas de 3º ano do Colégio Padre Machado, em Belo Horizonte, a professora acompanha, em ritmo acelerado e bem de perto, o desenvolvimento tecnológico a favor da educação. Para o ano que vem, adiantou, ensaia uma nova metodologia capaz de poupá-la das pilhas de provas e redações a serem corrigidas nos fins de semana. “Sinto-me como uma egípcia antiga, levando toneladas de papel para casa. Já penso em desenvolver uma estratégia para usar os avanços da tecnologia não só para troca de conteúdo com meus alunos, mas para receber as tarefas executadas por ele”.

NÚMEROS

Colega de Ciléa no ofício de ensinar, Mário Antonino Júnior, de 50 anos, tem 30 deles dedicados à complexa função de decifrar – e ensinar como fazê-lo – os números. Em sala de aula, ainda não descobriu como incrementar as aulas teóricas com elementos da tecnologia. Deixou claro, porém, a simpatia que tem pelas escolas dos tempos atuais. “O professor traz sua experiência e o relacionamento mais próximo e humano com o aluno. Na matemática, não há como se aliar aos avanços tecnológicos, mas procura tornar a aula mais atrativa, atrelando o que se vê em sala ao que vivemos na realidade”, disse.

Para a diretora pedagógica do Colégio ICJ, na capital, Christina Fabel, o grande desafio do professor moderno é escolher, dentre as metodologias e ferramentas disponíveis, as que melhor se adaptem a cada realidade.

Evento no Rio vai debater inovações

Mais de 80 palestrantes da área educacional, entre líderes de instituições da América Latina, ministros e secretários de educação se reunirão no Rio de Janeiro entre os dias 17e e 18 de novembro.

A segunda edição da Bett Latin America Leadership Summit levará à capital carioca discussões sobre tendências e exigências do segmento geradas pelas constantes mudanças na aprendizagem do século XXI. Serão debatidos a implementação das novas práticas educacionais e seus efeitos nas instituições de ensino.

A programação completa do evento está no site http://www.latam.bettsummit.com/. A primeira versão do encontro, em 2013, reuniu 559 participantes de 26 países.

 

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